E foi aquele dia que eu fumei meu ultimo cigarro, tomei minha ultima xicara de café, tomei a minha ultima dose de tequila.
Estava lá , sentado , gota por gota , caiam todas devagar dentro da banheira cheia , quase transbordando. O barulho que
fazia era tão baixo mas ao mesmo tempo tão ensurdecedor, eu estava louco ? Não. Apenas cansado de mais para continuar
vivendo.
Decidi naquele momento que nada mais era certo , nada mais fazia sentido , tudo era um absurdo. Meu cigarro, o ultimo talvez,
mas nunca mais o primeiro. Dentro da banheira que transbordava agora , de olhos celados eu pensava em nada, no vazio, olhava meu corpo
distante, distante de mais para ser algo que eu chamaria de meu. Apenas um corpo , abandonado e sem alma. Será que até isso eu perdi ?
- Minha alma - Como posso chamar de meu algo que não vejo , não sinto , não domino. Acabou , nada mais restava. Apenas meu úiltimo cigarro
que nunca mais sera o primeiro no meu ultimo suspiro, depois disso resolvi morrer ou melhor parar de viver. Até a palavra morrer soava forte de mais para mim
era agressiva de mais para o que eu sentia. mergulhei dentro da banheira deixando de fora apenas minha mão que segurava o cigarro. Meu Ultimo cigarro.
De baixo da água eu ainda ouvia aquelas gotas , leves, caindo calmamente, brutas , violentas , doloridas. Acho que ainda não quero morrer, mas será que depois de tudo
ainda tenho algo para viver?
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( Louise Balbinot )
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